sexta-feira, 26 de julho de 2019

Contato com Glenn Greenwald foi intermediado por Manuela D'Ávila, diz hacker do caso Sérgio Moro


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Em depoimento à Polícia Federal, divulgado pela Globonews, o hacker Walter Delgatti Neto, preso na operação Spoofing, afirmou que o intermediário entre ele e Glenn Greenwald foi a ex-deputada Manuela D’Ávila. 


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O hacker relatou que, explorando uma fragilidade do aplicativo Telegram, conseguiu acessar o conteúdo do celular do promotor Marcel Zanin Bombardi, que participou da investigação em que foi acusado de tráfico de remédios controlados. A partir da agenda do promotor, obteve o número do procurador José Carlos Robalinho, ex-presidente da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), cujo aplicativo também invadiu, iniciando uma série de invasões que incluíram os celulares do deputado Kim Kataguiri, do ministro do STF Alexandre de Moraes, do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, do procurador Deltan Dallagnol, da ex-presidente Dilma Rousseff e do ex-governador Luiz Fernando Pezão, entre muitas outras autoridades. 

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Segundo o hacker, ele decidiu procurar Glenn Greenwald, e conseguiu seu telefone através da ex-deputada e ex-candidata a vice-presidente Manuela D’Ávila. O hacker afirmou que ligou diretamente para ela afirmando que possuía o acervo de conversas do MPF com as supostas “irregularidades” que encontrou. Como Manuela inicialmente não acreditou nele, ele mandou um áudio entre dois procuradores da força-tarefa da Lava Jato. Cerca de 10 minutos depois, recebeu uma ligação de Glenn Greenwald, que afirmou ter interesse no conteúdo. Em seguida, enviou o acervo para Greenwald. 

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Gazeta Social
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