sexta-feira, 8 de março de 2019

‘Não são as pessoas mais adequadas para formular críticas políticas, sociais ou teológicas’, diz promotor sobre escolas de samba


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O promotor Rodrigo Merli Antunes, que atua no Tribunal do Júri de Guarulhos e é especialista em Processo Penal, aponta que algumas demonstrações de desrespeito à fé cristã observadas durante o Carnaval podem ser consideradas criminosas. O promotor lembra o artigo 208 do Código Penal, que indica que é crime “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”, prevendo a pena de detenção, de um mês a um ano, ou multa. O promotor, no entanto, julga ser mais apropriado aos cristãos ignorar essas manifestações. Para Rodrigo Merli Antunes, “mais do que desrespeitosos e bárbaros, são eles, na verdade, absolutamente ignorantes”. E sugere: “o negócio é ignorar solenemente”. 


Ouça: 


Leia o texto do promotor Rodrigo Merli Antunes: 

Neste Carnaval, fiz o que faço há uns 20 anos. Curti minha casa, fui à igreja, corri meus 13 quilômetros diários, prestigiei a família e, de quebra, ainda li um bom livro. Aliás, fica aqui a dica: Nadando contra a Corrente, de Bernardo Guimarães Ribeiro. Obra simplesmente fantástica! Já a TV, eu pouco liguei. Apenas assisti ao jogo do meu time, o qual vai de mal a pior. 
Escolhi essa rotina por não mais apreciar a festa, em especial por conta de seu desvirtuamento moral, este a se agravar a cada ano. De qualquer modo, mesmo à distância, não pude deixar de tomar conhecimento do desfile de uma escola de samba, esta a encenar Jesus Cristo tomando uma surra de demônios e saindo perdedor da batalha ali simulada. Simplesmente ridículo, para não dizer criminoso (art. 208 do Código Penal). 
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No entanto, tenho mais dó do que rancor dessa gente. Mais do que desrespeitosos e bárbaros, são eles, na verdade, absolutamente ignorantes. Jesus não perdeu qualquer batalha e também não morreu porque conspiraram contra Ele. Não foram os fariseus que o mataram e nem mesmo sua morte foi obra de Satanás. Cristo simplesmente se entregou! Somente por isso Ele morreu, e não por conta de ter sucumbido para o mal. Aliás, essa sua entrega teve uma única razão: o plano de Deus para a nossa salvação. Se algum carnavalesco desavisado ainda não sabe, não existe remissão de pecados sem o derramamento de sangue. Não existe salvação sem sacrifício. E somente o sacrifício de um Justo é que poderia redimir toda a humanidade. 
Por isso, então, é que Ele se entregou e morreu, ou seja, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Será que fui claro, ou preciso desenhar? Com efeito, nada tenho contra críticas, mas tenho muito contra o barbarismo. Como dizia Mário Ferreira dos Santos, cultura e civilização exigem decência e nobreza. Já a afronta deslavada, a lama atirada, o berro impetuoso e a imundície à solta não são argumentos, mas sim atos de doidos morais, sem inteligência ou finura intelectual. De toda forma, creio que não poderia esperar outra coisa de algumas escolas. Ressalvadas umas poucas exceções, estão elas repletas de incrédulos, criminosos e contraventores, não sendo eles, por óbvio, as pessoas mais adequadas para formular críticas políticas, sociais ou teológicas. O negócio é entrar por um ouvido e sair pelo outro. O negócio é ignorar solenemente. 

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Gazeta Social
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