sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

‘Eleições na Venezuela não foram livres nem justas’, declara União Europeia


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A União Europeia, através de uma Declaração oficial, não reconheceu a posse do ditador Nicolás Maduro, considerando que não há qualquer credibilidade no processo eleitoral. A União Europeia lamentou que os apelos por eleições legítimas tenham sido ignorados. 

Ouça: 


Leia a declaração: 

Tal como declarado pela UE nas conclusões do Conselho de maio de 2018, as eleições presidenciais realizadas em maio na Venezuela não foram livres nem justas. O seu resultado não teve qualquer credibilidade, uma vez que o processo eleitoral não assegurou as garantias necessárias para eleições inclusivas e democráticas.

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A UE lamenta profundamente que o seu apelo à realização de "novas eleições presidenciais, em conformidade com as normas democráticas internacionalmente reconhecidas e a ordem constitucional da Venezuela", tenha sido ignorado e que o presidente Maduro inicie hoje um novo mandato resultante de eleições não democráticas.
Tal só afasta ainda mais a possibilidade de uma solução constitucional negociada, enquanto a situação política, económica e social no país se continua a agravar e o impacto da crise na estabilidade da região se avoluma.
A União Europeia insta o presidente Maduro a reconhecer e respeitar o papel e a independência da Assembleia Nacional enquanto instituição eleita democraticamente, a libertar todos os presos políticos, a respeitar o Estado de direito, os direitos humanos e as liberdades fundamentais e a dar uma resposta urgente às necessidades prementes da população.
A UE continua convicta de que uma solução política democrática e pacífica é a única saída sustentável da crise venezuelana e está a dialogar com os parceiros internacionais e regionais sobre a forma como poderemos ajudar a criar as condições necessárias para um processo político credível entre os intervenientes venezuelanos relevantes. A este respeito, a UE reitera a sua vontade de manter os canais de comunicação abertos.
A UE continuará a acompanhar de perto a evolução da situação no terreno e está pronta a reagir, através de medidas adequadas, a decisões e ações que comprometam ainda mais as instituições e princípios democráticos, o Estado de direito e os direitos humanos.
A UE reitera ainda o seu empenho reforçado no contexto da situação humanitária e da crise migratória.
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Gazeta Social
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