domingo, 25 de novembro de 2018

‘Estou mais preocupado em diminuir a população de bandidos que está nas ruas’, diz Alexandre Garcia


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O jornalista Alexandre Garcia, em texto publicado em suas redes sociais, descreve o cansaço dos brasileiros com os “especialistas” e as políticas públicas que levam à impunidade dos criminosos. 



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Comentando o caso do jovem brasileiro que foi condenado à prisão perpétua na Espanha pelo assassinato de familiares, Garcia apontou a diferença entre o Direito Penal nos dois países: enquanto na Espanha o criminoso foi separado da sociedade, no Brasil os criminosos são tratados como se precisassem de proteção especial. Alexandre Garcia diz: “Aqui no Brasil, onde há mais de 170 homicídios dolosos por dia, a idéia que prevalece é de que não deve haver punição, mas medidas sócio-educativas e ressocialização. Some-se a isso a impunidade que vem com a não-elucidação da maioria dos crimes, a não-condenação da maioria dos criminosos e a não-captura de boa parte dos condenados, e a consequência é um país atemorizado, inseguro e sem garantias fundamentais, como o direito à vida e à propriedade. O mesmo pensamento que rege a impunidade considera que o criminoso é uma vítima da sociedade; portanto a sociedade é a culpada da existência do seu algoz. Uma “especialista” chegou a afirmar que o criminoso tem o direito de portar fuzil para defender seu ponto de droga contra a polícia”.

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O jornalista aponta que a população não tolera mais a cultura da impunidade. Garcia diz: “Mas a população perdeu a paciência. A cultura da indiferença cede lugar para um apoio enérgico à polícia e à lei. A última eleição contém um aviso aos legisladores: já é hora de retirarem das leis os mecanismos que protegem os bandidos, sejam eles traficantes, assaltantes ou corruptos”. 

Alexandre Garcia mostra ainda a distância entre o raciocínio dos políticos e o da população. O jornalista afirma: “Agora o Presidente do Supremo e o Ministro da Segurança Pública estão empenhados em diminuir a população dos presídios em 40%, como se não bastassem as cestas-básicas, prestações de serviços, ou progressões de pena, com seus semi-abertos, prisões domiciliares e tornozeleiras. Sem contar os saidões de Natal, Páscoa, e até Dia das Crianças para quem matou criança e Dia das Mães para quem matou pai e mãe. Até a lei do crime hediondo já foi “flexibilizada”. Confesso que estou mais preocupado em diminuir a população de bandidos que está nas ruas a assaltar, a traficar e a corromper. Porque mesmo com presídios cheios, ainda há muita gente do lado de fora, roubando de estatal, de governos, de empresas; roubando carga, carros-fortes, distribuindo drogas e tiros”.

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Gazeta Social
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