sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Procurador da Lava Jato explode após Gilmar Mendes soltar um grupo: 'É a consagração de que não há lei que valha para a política'


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, reagiu veementemente à soltura do ex-governador Beto Richa e vários outros presos pelo ministro Gilmar Mendes. Para o procurador, o ministro ultrapassou os limites: "Não é possível mais que nos escondamos em um relativismo moral que finge não perceber o que está acontecendo". 

Leia o desabafo do procurador: 

Gilmar Mendes desdenha a Justiça brasileira. Toma para si a competência de um habeas corpus que deveria ter sido livremente distribuído, o que faz em desafio à competência dos demais ministros. Simplesmente, doravante, caríssimos advogados de defesa, em qualquer processo que haja uma prisão temporária de um candidato, farão saltar pela justiça brasileira HCs cangurus até o ministro Gilmar Mendes, que dará não somente uma ordem de liberdade, mas um salvo conduto-mesmo sem saber os motivos - que impedirá o candidato de ser preso mesmo que preventivamente. É a consagração de que não há lei que valha para a política. Não é possível mais que nos escondamos em um relativismo moral que finge não perceber o que está acontecendo. É preciso dizer que decisões monocráticas como essa, bem como a de Toffoli na reclamação de Mantega, afrontam a Constituição brasileira, pois não há mecanismos de freio possível ao abuso de poder.

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