quinta-feira, 9 de agosto de 2018

'No Brasil, a vida das pessoas não possui valor intrínseco. Esse valor depende da ideologia e da militância do morto', diz promotor


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
Durante coletiva de imprensa sobre o assassinato da policial militar Juliane dos Santos Duarte, o Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, lembrou que Juliane morreu por ser policial: "É importante salientar que estamos investigando um crime bárbaro contra um cidadão, mas também um atentado contra o estado, pois ela morreu por ser uma policial", lamentou. O secretário criticou o fato de outras instituições não terem designado profissionais para acompanhar o caso, citando o Ministério Público e o Codepe (Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana).


O promotor Rodrigo Merli Antunes, que atua no Tribunal do Júri de Guarulhos, concordou com as críticas ao Ministério Público: "Ontem, o Secretário de Segurança de SP lamentou o desinteresse do MP em participar desde logo das investigações do assassinato da policial militar Juliane Santos. E ele está certo.  Se a vítima fosse ativista dos movimentos ditos minoritários, fatalmente já existiriam dois ou três promotores designados. Mas, como não era.... No Brasil, a vida das pessoas não possui valor intrínseco. Esse valor depende da ideologia e da militância do morto. Gramsci estaria gargalhando com isso, não fosse o fato de estar, atualmente, ardendo no fogo do inferno!". 

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