quarta-feira, 25 de julho de 2018

Pesquisador que invadiu urnas eletrônicas critica 'agência de checagem': 'conseguiu publicar uma matéria quase tão inacurada quanto alega ser a original'


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O pesquisador Diego Aranha, que coordenou um dos grupos que participaram de testes da urna eletrônica no TSE e conseguiu invadir, ou "hackear", as urnas, respondeu a uma "checagem" realizada por uma das agências responsáveis por decidir o que é verdadeiro ou falso no Facebook. A agência tinha publicado uma "checagem" que afirmava que as "urnas não foram hackeadas". O professor apontou que a "checagem" resultou em "uma matéria quase tão inacurada quanto alega ser a original", e questionou a falta de checagem das alegações do Tribunal Superior Eleitoral, que são tomadas como verdadeiras sem verificação. 


Leia o comentário de Diego Aranha à verificação: 

A agência @aosfatos resolveu verificar o que circula sobre a urna eletrônica pelas redes sociais e conseguiu publicar uma matéria quase tão inacurada quanto alega ser a original. Seria muito interessante se também verificasse as alegações do TSE. 
Inacurácias da checagem: 
(i) houve invasão das urnas durante testes, com impacto no sigilo e integridade do voto; 

(ii) TSE é incapaz de provar para um terceiro que o software está correto no dia da eleição; 
(iii) software da urna-eletrônica realmente se auto-verifica.
Mais informações neste link.

Uma diretora da agência pediu esclarecimentos de forma privada e a agência produziu uma versão corrigida da própria checagem, incluindo esclarecimentos do professor Diego Aranha. A nova checagem mantém que a informação de que as urnas foram "hackeadas" seria enganosa porque as urnas foram invadidas com o conhecimento do TSE. No link disponibilizado por Diego Aranha, encontram-se os relatórios de testes realizados nas urnas eletrônicas brasileiras. Após os últimos testes, Aranha afirmou: "O sistema eleitoral brasileiro demonstrou-se vulnerável. Não dá para dizer que é seguro". 

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