sábado, 21 de julho de 2018

Janaína Paschoal ataca 'safadeza institucionalizada' dos partidos: 'um sistema político partidário que aniquila a liberdade individual não tem como dar certo'


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
A jurista Janaína Paschoal, que pode ser candidata a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, fez duras críticas aos partidos e ao sistema partidário, utilizando como exemplo o fato de o General Augusto Heleno ter sido proibido por seu partido de disputar a eleição. Janaína apontou: "não se pode descartar a hipótese de um Partido convidar alguém para se filiar (às vezes a mando de outro maior) já com o fim de neutralizar o bom quadro. Para quebrar a safadeza institucionalizada, temos que autorizar candidaturas avulsas". 


Leia abaixo a reflexão de Janaína Paschoal: 

O Deputado e Candidato Jair Bolsonaro convidou o General Heleno para concorrer à Presidência da República com ele, na condição de Vice. O General aceitou, mas o Partido ao qual ele havia se filiado não permitiu. Essa situação poderia ter ocorrido com outras pessoas e partidos.
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Estou falando especificamente do convite feito ao General Heleno, que foi impedido de aceitar, por ser a situação mais próxima e que veio a público. Mas o que importa é o fato. Duas pessoas têm empatia, querem trabalhar juntas, mas siglas as impossibilitam. É uma violência!
Os grandes partidos olham para situações como essas e apresentam como solução a cláusula de barreira. Mas a verdade é que a cláusula de barreira não corrige esses absurdos, ela só dá mais poder aos grandes partidos, que agem da mesma forma internamente. É terrível!
Com todo respeito à divergência, quem diz que fortalecer partido é bom para a Democracia, creio, nunca vivenciou esse mundo paralelo, que é a política (com p minúsculo mesmo). A meu ver, além da observação atenta do eleitor, a mudança passa por admitir candidaturas avulsas.
Seres humanos não podem ser negociados. Um sistema político partidário que aniquila a liberdade individual não tem como dar certo. No lugar de se discutirem ideias, fazem-se negociatas. E todos parecem achar isso normal! Eu fico indignada!
A pessoa, para poder concorrer, precisa se filiar a um Partido (o que já é uma violência). Filia-se, sem garantia de nada. Uma vez filiada, depende do aval do partido para se candidatar. Se o partido não dá a legenda, a pessoa não sai e um bom quadro pode ser neutralizado!
O sistema é tão cruel, que não se pode descartar a hipótese de um Partido convidar alguém para se filiar (às vezes a mando de outro maior) já com o fim de neutralizar o bom quadro. Para quebrar a safadeza institucionalizada, temos que autorizar candidaturas avulsas. Não dá!
Não estou falando sobre isso por mim. Eu já tinha a convicção teórica de que as candidaturas avulsas são um direito. Agora, também tenho a convicção prática. O caso do General Heleno me fez ver ainda mais claramente a violência desse sistema eleitoral.

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Gazeta Social
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