quinta-feira, 14 de junho de 2018

Não faz sentido falar em 'amar o criminoso' se ele não é responsabilizado por suas condutas nem se arrepende, afirma promotor


Imagem: Produção Ilustrativa / Folha Política
O promotor Rodrigo Merli Antunes, que atua no Tribunal do Júri de Guarulhos, analisa a frase comumente utilizada para pedir clemência a criminosos: "Deus odeia o crime, mas ama o criminoso". Para Antunes, a frase é mal utilizada e mal compreendida, pois "o dever de amar ao próximo não significa irresponsabilidade por suas condutas, mas sim desejo genuíno de que ele se arrependa". 



Leia abaixo o artigo completo: 

"Deus odeia o crime, mas ama o criminoso"
Há 15 anos no Júri, e com mais de 600 julgamentos realizados, já me deparei centenas de vezes com a afirmação acima, esta oriunda da boca de muitos defensores, os quais tentam a todo custo obter dos jurados a clemência para seus clientes. Mas será que tal afirmação é verdadeira? Está ela contida na Bíblia? A resposta correta é: não no sentido utilizado.
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As Escrituras são claras em preceituar que Deus não só abomina o pecado, como também não poupa o pecador, não havendo como dissociar uma coisa da outra (Salmos 5:5, Salmos 11:5, Provérbios 6:16-19, Primeira Carta aos Coríntios 6:9-10 e Apocalipse 22:14-15).
Se nossos atos não tivessem consequências, o inferno nem existiria. Bastaria somente o céu. Todos teriam vida eterna, sem que houvesse qualquer juízo final. E isso seria justo? Óbvio que não! Exatamente por Deus ser bom, é que Ele é justo. Se não fosse justo, não seria bom. Em se adotando a heresia propalada por muitos oradores do Júri, seríamos obrigados a concluir, por exemplo, que Deus odeia a idolatria, mas poupa o idólatra; ou então que Deus abomina a pedofilia, mas protege o pedófilo. Ora bolas, o dever de amar ao próximo não significa irresponsabilidade por suas condutas, mas sim desejo genuíno de que ele se arrependa, se converta e se salve.
É chegada a hora de darmos um basta aos estelionatos jurídicos praticados nos julgamentos populares, estes quase sempre por intermédio do grave pecado de se tomar o santo nome de Deus em vão (Êxodo 20:7). Amar o pecador arrependido e disposto a cumprir sua pena, sim! Mas isentar o criminoso reticente, não!
O Evangelho dos defensores de bandidos tem sido aquele antropocêntrico e que coloca o homem no centro do universo, amenizando os delinquentes de suas culpas e sob a pecha de que Deus somente abomina aquilo que eles fazem, mas não o que são. Nada mais absurdo e falacioso.
Na realidade, a citação correta a ser dita em Plenário é a seguinte: “Aquele que protege o criminoso será amaldiçoado e sofrerá a indignação dos povos, ao passo que aquele que condena os culpados terá vida agradável e receberá grandes bênçãos” (Provérbios 24:24-25).

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Gazeta Social
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