sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Rediscutir prisão após segunda instância 'pode radicalizar o clima de gafieira que se instalou no STF', diz colunista


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
O colunista Josias de Souza comenta os rumores de que o STF pretende apressar a mudança no entendimento que permitiu prisões após condenação em segunda instância. Segundo o colunista, a decisão "pode radicalizar o clima de gafieira que se instalou no tribunal". 



Leia abaixo o texto completo: 


O STF cogita realizar um movimento que pode radicalizar o clima de gafieira que se instalou no tribunal. Num instante em que Lula passou a temer a chegada dos agentes da Polícia Federal à cobertura de São Bernardo, a Suprema Corte pode apressar a mudança da regra que prevê a prisão de condenados na segunda instância. Se isso acontecer, Lula não receberá voz de prisão, apesar do 3 a 0 histórico registrado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
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A decisão que abriu a porta das celas para os larápios com sentença de segundo grau foi aprovada pelo plenário do Supremo. Placar apertado: 6 a 5. Mas o sucesso da Lava Jato fez surgir no tribunal uma política de celas abertas. E a condenação de Lula reforçou nos adeptos dessa corrente o desejo de anestesiar o ímpeto de procuradores e magistrados que querem apressar o cumprimento das penas.
Mesmo condenado, Lula foi lançado como candidato ao Planalto pelo PT. Em discurso, disse não enxergar nenhuma razão para respeitar a decisão unânime dos desembargadores de Porto Alegre. E o Supremo flerta com a ideia de transformar a concretização da justiça num momento infinito, adiado eternamente por recursos protelatórios. Num país em que 290 mil presos mofam na cadeia sem um mísero julgamento, um ex-presidente da República condenado a 12 anos e um mês de cadeia pode afrontar o Judiciário em liberdade. E segue o baile.

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Gazeta Social
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