quarta-feira, 30 de março de 2016

Veja o momento em que a Dra. Janaína Paschoal detona Dilma na Comissão do Impeachment


Imagem: Reprodução/Youtube
Tornou-se viral nas redes sociais o momento em que a Janaína Paschoal, advogada e Professora-Doutora da USP, detonou a presidente Dilma Rousseff e afirmou que ela age como se o país fosse dela. Assista:


Veja vídeos:





Segundo a advogada, as “pedaladas fiscais” (uso de recursos de bancos públicos para quitar dívidas do governo federal) e a edição de decretos de suplementação financeira sem autorização do Congresso estão diretamente ligadas aos crimes de corrupção na Petrobras, investigados na Operação Lava-Jato. 

“Não abro mão de associar os fatos ao Petrolão. Foram necessários os decretos e foi necessário fazer empréstimos velados de instituições controladas porque havia uma sangria, por meios dos crimes na Petrobras", afirmou. Janaína Paschoal também vê fraude eleitoral nessas ações para “criar na população o sentimento de que existia uma segurança financeira e fiscal que não havia”.

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Diante da cartazes com a frase “Impeachment sem crime é golpe” - levados por deputados e manifestantes contrários ao impeachment - a advogada disse concordar com o slogan, mas rebateu: “O problema é que sobram crimes de responsabilidade. Não é confortável o sentimento criado na população de que estamos fazendo golpe”. Janaína Paschoal também acusou o governo de desrespeito constante à Lei de Responsabilidade Fiscal: “Eles acreditam que o BNDES, o BB [Banco do Brasil] e a CEF são deles. Até porque só os amigos foram beneficiados”.

Para o jurista Miguel Reale Junior, o fato de o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Congresso Nacional não terem apreciado ainda as contas de Dilma Rousseff de 2015 – que são o alvo da denúncia de impeachment – não impede a caracterização de crime de responsabilidade da presidente da República. “O crime já está consumado”, argumentou Reale.

Na tentativa de conter o clima acirrado entre deputados e manifestantes pró e contra o impeachment, o presidente da comissão especial, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), e o relator Jovair Arantes (PTB-GO) repetem, a todo instante, que não vão admitir adendos à denúncia e que os depoimentos servem apenas para esclarecimentos aos parlamentares.

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José Carlos Oliveira 
Agência Câmara
Editado por Folha Política
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