segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Extravagante, filho de ditador da Guiné Equatorial traz ao Rio comitiva de 40 pessoas


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Uma vida de luxo, muitos caprichos e alguns problemas com a Justiça. Essa é a rotina de Teodoro Obiang Mangue, o Teodorín, vice-presidente da Guiné Equatorial e filho do presidente Teodoro Obiang. Idealizador do patrocínio de R$ 10 milhões à escola de samba Beija-Flor, Teodorín, de 45 anos, é presença quase certa na comitiva de 40 autoridades guine-equatorianas que ficará hospedada nos dois últimos andares do Copacabana Palace durante o carnaval. Ele teria desembolsado do caixa do governo cerca de R$ 77 mil por noite só para reservar as sete suítes da cobertura do hotel.


Teodorín está habituado a lidar com cifras milionárias. Dono de uma mansão avaliada em 110 milhões de euros (R$ 355 milhões), localizada próximo ao Arco do Triunfo, em Paris, o primogênito do ditador é famoso por esbanjar com carros, viagens e noitadas. Por isso, há uma grande curiosidade em torno de como vai se comportar durante sua estada por aqui. Os gastos colossais lhe renderam uma investigação na França por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo policiais, ele tem negócios nos Estados Unidos e no Brasil.

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Os números parecem altos mesmo para a fatia dos milionários do mercado imobiliário brasileiro. Documentos da polícia francesa, obtidos pelo GLOBO, revelam que Teodorín possui dois imóveis em São Paulo avaliados em US$ 180 milhões (R$ 510 milhões), além de um apartamento no Rio que vale cerca de US$ 40 milhões (R$ 113 milhões). Testemunhas ouvidas pela investigação afirmam que o filho do ditador teria ainda um imóvel em Salvador e uma ilha, que estariam em nome de empresas de fachada. Notas fiscais apreendidas mostram que a decoração de um dos imóveis de São Paulo, um triplex no bairro dos Jardins, custou 3 milhões de euros — o equivalente ao patrocínio dado à escola de samba.

Entre os caprichos mais caros de Teodorín, está uma luva usada pelo cantor Michael Jackson na turnê “Bad tour”, no final dos anos 80, que teria sido arrematada em um leilão por US$ 482 mil (R$ 1,366 milhão). De acordo com uma antiga governanta de sua mansão em Malibu, na Califórnia, avaliada em US$ 30 milhões (R$ 85 milhões), Teodorín não tem cartões de crédito e costuma pagar suas despesas em dinheiro. Sempre bem alinhado nas aparições públicas, o filho do ditador africano é fã de Dolce & Gabanna e Louis Vuitton.

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BENS CONFISCADOS NOS EUA

Em 2014, a Justiça americana determinou que os bens de Teodorín no país fossem confiscados. Na França, o playboy teve 17 carros de luxo apreendidos. Em 2013, quando passava o carnaval no Brasil, Teodorín teve prisão e extradição requeridas pela França, mas deixou o país antes que o habeas corpus fosse julgado. Segundo a investigação francesa, os gastos do vice-presidente não são compatíveis com o salário recebido no governo, e haveria indícios suficientes de que os recursos têm origem em propinas.

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Barbara Marcolini 
O Globo
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