sábado, 3 de maio de 2014

Brasileiro é aceito em 4 universidades dos EUA; veja como foi seu preparo


Imagem: Reprodução / Facebook
O aluno brasileiro Ramon Gonçalves, 19 anos, sairá de sua casa em Belém/PA, para se mudar para os Estados Unidos. O único problema nisso tudo, é que ele ainda não sabe em que cidade vai morar para estudar engenharia química.

Aprovado no início do ano em quatro instituições diferentes dos EUA, com a ajuda de uma bolsa de estudo e dedicação aos estudos (alguns momentos Ramon chegou a estudar 18 horas diárias), ele passou para a Cornell, em Nova York; Dartmouth, em Hanover; University of Southern California, em Los Angeles; e Amherst, em Amherst. Além dessas, o paraense também conquistou vagas na University of Helsinski, considerada a melhor universidade da Finlândia, e no Instituto Militar de Engenharia (IME), uma das mais difíceis do país.


Destaque durante a Olimpíadas Nacional de Química de 2011, o sonho de estudar no exterior veio desse sucesso. "A minha escola infelizmente não tinha a estrutura necessária, como laboratórios. Após pedir ajuda ao coordenador da Olímpiada, conquistei uma bolsa de estudos no Sistema Ari de Sá (SAS), em Fortaleza (CE)", disse Ramon ao Terra. A mudança de vida foi radical para o jovem, então com 16 anos. Saiu da casa da mãe, em Belém para morar num pensionato junto com outros 35 estudantes de diversas partes do País e adotou uma carga horária de aula pesada. "Precisava recuperar o conteúdo para ficar no mesmo nível dos colegas. Foi difícil", admite.

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Após muito estudo e diversas participações em campeonatos de química, o jovem terminou em 2º no Campeonato Nacional, em 2012, o que lhe levou à Olimpíada Internacional de Química, onde ficou em 3º, nos Estados Unidos, e 2º novamente na versão íbero-americana da competição, que ocorreu na Argentina. "São instituições com grande potencial e que querem investir nos estudantes que eles acreditam ter potencial, mas isso é pouco divulgado no Brasil", disse o jovem que teve vontade de estudar em outros países após contato com diferentes culturas.

Mas Ramon não decidiu parar por aí. Primeiro, para ajudar os que estão em situações parecidas na que ele se encontrava, Ramon criou o site Talento Sem Fronteiras para aproximar os estudantes das instituições. “Muitas vezes é preciso mais do que se esforçar para chegar ao sucesso. É fundamental contar com a estrutura de um bom colégio”, completa. E agora ele está concluindo um projeto que prevê a substituição do petróleo por derivados da cana de açúcar na produção de polímeros como polietileno e polipropileno, precursores da maioria dos plásticos e materiais usados atualmente. O objetivo é reduzir o consumo de petróleo e amenizar o impacto ao meio ambiente.

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Editado por Folha Política
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