terça-feira, 12 de novembro de 2013

Carteis de drogas usam redes sociais para promover suas ações, achar vítimas e recrutar membros


Imagem: Reprodução/Facebook
Membros dos cartéis de drogas do México decidiram utilizar a internet, especialmente as mídias sociais, para promover suas atividades. Segundo o site Vice, esses grupos criam campanhas de relações públicas, publicam “selfies” com armas e acompanham os movimentos das suas vítimas usando redes como o Facebook.
De acordo com Antoine Nouvet da SecDev Foundation, uma organização de pesquisa canadense que trabalha junto ao Instituto Igarapé com objetivo de repensar as políticas em relação às drogas, existe um projeto que visa entender como a internet está religando as relações na América Latina e como os cartéis estão utilizando esse meio para os seus “fins nefastos”. “Tecnologias como os smartphones tem deixado as pessoas vulneráveis à sequestros”, explica Antoine.
Ele diz que as gangues são capazes de conhecer o destino das vítimas por meio do GPS.  Para capacitar seus membros, esses grupos atraem jovens cientistas da computação oferecendo bons salários. Caso eles não aceitem, são sequestrados. “Em 2012, nós tivemos ao menos 36 casos de engenheiros que foram sequestrados por cartéis, incluindo um funcionário da IBM que nunca mais foi visto”, conta Antoine.
Não apenas os técnicos em informática são sequestrados, mas também crianças que se tornam informantes do narcotráfico. Aos 12 anos, são obrigados a transportar drogas até os 16 anos, quando começam a participar de ações mais violentas. Estima-se que até 30 mil jovens tenham sido recrutados por cartéis como Los Zetas, Sinaloa e La Família Michoacán.
De acordo com Juan Martín Pérez García, diretor executivo da Rede pelos Direitos da Infância no México, os acontecimentos no país correspondem a um cenário de guerra. "Estudos apontam que em Ciudad Juárez, por exemplo, os adolescentes recebem US$ 1 mil por mês. Eles podem ainda receber pelos assassinatos", afirma Pérez.
Outro comportamento comum entre os membros dos cartéis é o exibicionismo. Traficantes usam páginas no Facebook para exibir dinheiro, armas ou drogas. O cartel chamado Caballeros Templarios ou Knights Templar possuía, inclusive, uma página no Facebook para promover suas ações, com milhares de curtidas e mensagens de apoio. Broly Banderas, que faz parte da gangue, costuma a fotografar suas armas e drogas a fim de exibir nas redes sociais.
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Revisado por Gazeta Social
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