terça-feira, 12 de novembro de 2013

Álcool sem ressaca: pesquisador desenvolve antídoto para bebedeira


Imagem: Getty Images
Imagine aproveitar os drinques na festa de Natal sem correr o risco de ter ressaca no dia seguinte, ou ter acesso a um antidoto que permitiria você dirigir até em casa em segurança. Parece ficção científica, mas esses desejos estão no conhecimento da neurociência moderna. Após algumas horas de embriaguez, o pesquisador David Nutt experimentou um antídoto e conseguiu se recuperar em alguns minutos para dar uma palestra. As informações são do jornal Huffington Post.



O álcool é uma das drogas mais antigas e perigosas, responsável por 2,5 milhões de mortes ao redor do mundo, mais do que a malária ou Aids. As razões para isso são conhecidas: o álcool é tóxico para todos os sistemas do corpo, particularmente, para o fígado, coração e cérebro. A bebida deixa as pessoas mais desinibidas, provoca atitudes violentas e também pode causar dependência, cerca de 10% das pessoas ficam viciadas.



Se o álcool fosse descoberto hoje, jamais seria vendido, de tão tóxico que é. A única forma de diminuir os danos da bebida é limitar o consumo, aumentando preços e diminuindo a disponibilidade. A outra saída é criar uma versão mais segura das bebidas alcoólicas.



O grande alvo do álcool no cérebro são os neurotransmissores do sistema Gaba, que  geram sensação de relaxamento. No entanto, existe uma parte do Gaba que pode ser afetada por algumas drogas. Na teoria, podemos fazer um álcool substituto que faça as pessoas se sentirem relaxadas e sociáveis e remova os efeitos indesejados, como agressão e dependência.  



Cinco combinações foram identificadas e agora é preciso testá-las para descobrir se as pessoas acham os efeitos tão agradáveis quanto os provocados pelo álcool. O desafio é preparar um novo drinque que fique com boa aparência e sabor. A vantagem dessa descoberta científica é que se é possível usar componentes para mexer com o sistema Gaba e produzir relaxamento na pessoa, depois será possível produzir outras drogas que funcionem como antídoto.



"Depois de experimentar um dos compostos, fiquei relaxado e sonolento, embriagado por uma hora ou mais. Em seguida, após tomar o antídoto, levei alguns minutos para me recuperar e dar uma palestra sem qualquer prejuízo", contou Nutt. É preciso angariar financiamento para testar o produto e colocá-lo no mercado. Alguns contatos dentro da indústria do álcool sugeriram que as empresas estão interessadas, segundo ele.

Terra
Editado por Gazeta Social 
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